Os integrantes usam uma camiseta preta, com uma frase em latim estampada nas costas que diz “Se queres a paz, prepara-te para guerra”. Cultos com toques de show são ministrados nas comunidades após sua pacificação.
Em um sábado à tarde, o morro do Borel teve seu culto-show. Aproximadamente 200 pessoas viram Carlos Mello, sargento do Bope e pastor da Assembleia de Deus, iniciar com a frase “Deus está neste lugar”. O sargento mantém a farda característica do Bope, mas ao invés de uma arma, ele impunha uma Bíblia. A mensagem de paz é clara pelas palavras seguintes – “Estamos aqui trazendo a palavra do Senhor”.
Andréia Cristiane de Albuquerque, 34 anos, auxiliar de creche diz: “É a primeira vez que os vejo. Estou realmente surpresa. Desmistifica aquela imagem do Bope nos lugares com o Caveirão e para matar”, falou uma moradora da comunidade.
Um diferencial dos cultos organizados pelo Bope está na integração entre pastores e padres, que de mãos dadas oram. “Isso aqui traz esperança”, diz o padre da Paróquia São Camilo, na Tijuca, José Patrício de Souza, 63 anos. O bispo Antonio Ferreira, 75 anos, da igreja Evangélica Pentecostal Salvação por Cristo, disse: “Estamos aqui para unir pessoas”. Segundo ele, o culto não é para falar de religião.
O culto envolve muita interação dos moradores. Cura, libertação, anúncio de lançamento de CD, funk-gospel e, como não poderia faltar, testemunhos.

Leia essa matéria na íntegra: Musica Gospel
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